Quem me dera...

Hoje estou um pouco nostálgica... Triste, talvez.
A escrita é para mim, antes de mais, uma forma de organizar ideias… e de me fazer ouvir quando não sou ouvida. Por tudo isto, parece natural que nestes últimos tempos não tenha sentido necessidade de escrever. Estive sempre acompanhada. Senti-me bem; senti-me amada, acompanhada. Tudo isto também era relativamente novo para mim… Há 14 anos que vivo sózinha e desde muito antes disso, já me tinha habituado ao "all by myself". 
Este fim-de-semana, fui lançada de chofre à realidade. O que parecía tão perfeito, afinal não o era tanto.
Aos 30 e tantos anos, já todos temos feridas e cicatrizes suficientes para nos lembrarmos suficientemente bem de como é sermos abandonados e rejeitados. Por isso às vezes pouco basta para nos levar a esse lugar outra vez e acender aquele alarme - que no meu caso me faz regressar à posição fetal, fechar-me sobre mim mesma, isolar-me... numa tentativa desesperada de me proteger.
Mas no que me diz respeito, sei que vou sair desta sózinha (outra vez!). Conheço-me hoje suficientemente bem, para saber preencher os espaços que o fim de uma relação pode deixar abertos. Além disso, trabalhei imenso no sentido de desenvolver o máximo de recursos para afrontar esta ou outras situações dificeis que possam surgir.
Vamos de ferida em ferida… Mas enquanto saramos uma e fazemos outra, a vida decorre. Vamos então vive-la!

Deixo-vos esta música, que na minha cabeça, me acompanhou durante o dia de hoje…



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