Sexta-feira

Sexta-feira. 
Cheguei a casa, depois do trabalho e a primeira coisa de que me dei conta, foi do maravilhoso e intenso cheiro a rosas na sala. Imediatamente, estampou-se na minha cara um sorriso aberto e enorme e uma sensação única... de pura felicidade!
Neste momento, disfruto de unos momentos de reencontro comigo mesma através da imersão na escrita, aqui, na minha acolhedora sala.
Tirei peixe para o jantar: um pequeno linguado que comerei com tomate e oregãos. Não tinha o hábito de cozinhar, quando não tinha convidados. Mas esta noite tenho uma convidada muito especial que merece as melhores honras: eu mesma!
Sinto-me feliz. Por nada em especial e por tudo em geral. Estou grata à vida.
Caem-me os olhos do cansaço e doem-me: efeitos colaterais de muitas horas sentada em frente ao computador; dos días demasiado luminosos.
Mas é sexta-feira. Hoje, apetece-me só a letargia desta tarde, o conforto dos meus livros, a paz da minha sala, a descontração da roupa de andar por casa.
Não tenho planos para o fim de semana. E como me sinto feliz por isso! Não tenho agenda.
A minha agenda, nesta tarde de Verão, é só ser feliz. Estar em paz, disfrutar da minha casa... o meu lar. 
Aquí está Deus.

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