De volta ao centro

Queridos leitores:

Já sabem que este blog é um blog pessoal e que por isso vai reflectindo, dia a dia, os meus pensamentos, sentimentos, sensações e, como não, a minha realidade.

Vamos por isso falar hoje de: encontrar o equilibrio; o nosso centro - lá onde nos sentimos em paz, de bem connosco e com os demais e onde quase nada parece perturbar-nos.

Pois bem, esse sítio é, na realidade, não um sítio, mas um caminho. E, eu que o diga: que fácil é desviar-se desse caminho!

Desde que cheguei de férias, sinto que regredi naquilo que foi a jornada de crescimento pessoal e encontro do meu centro, empreendida desde há aproximadamente um ano atrás. Que se passou? Factores externos? Factores internos ou biológicos? Variação hormonal? Nem eu sei ao certo. O certo é que os estados de espírito são retroalimentados, querendo isto dizer que, uma vez atingido um determinado estado, nós mesmos temos tendência a permanecer nele, já que os pensamentos atraem outros similares ou da mesma natureza. Há por isso todo o interesse em desfazer-nos de todos aqueles pensamentos que não nos convém demasiado... E aqui, definitivamente, temos uma palavra a dizer.

Podemos escolher aquilo que pensamos? Podemos sair de um estado de stress, tristeza, frustração se decidirmos não alimentar o ciclo? Eu diría que sim, o que em si é, desde já, animador. Agora, isso sim: implica trabalho.

Estou a viver uma dessas fases menos positivas onde parece que não estou alinhada com o meu eixo. Anseio pelo dia em que possa voltar a sentir-me plena, em paz... calma. Esse dia ainda não chegou, mas, mais recentemente, tenho utilizado algumas estratégias que me têm ajudado e que gostaria de partilhar com o leitor:

1. Parar

Parar é isso mesmo: impor um travão à roda de pensamentos, que parecem atropelar-se na nossa cabeça.

2. Step back

Recuar. Recuar significa tirar "Zoom" à situação, por forma a ter uma perspectiva mais abrangente e poder assim relativizar.

3. Observar

Já parámos e já recuamos. Agora vamos simplesmente sentar-nos tranquilamente em algum sítio confortável e observar a emoção. O objetivo não é reagir: vamos simplesmente tentar perceber o que esta emoção produz em nós; como em realidade nos sentimos.

Estes três passos não são de forma alguma o final do caminho, mas ajudarão concerteza a tomar contacto com o nosso equilibrio. Se acompanharmos estes três passos por respirações pausadas e profundas, o benefício recolhido é ainda maior.

E esta é a reflexão de hoje.

Tenham uma reparadora e santa noite!



  


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