Empatia

Hoje, durante todo o dia, tive em mente uma história real, que de seguida passarei a contar:

Certo dia fui a uma formação em técnicas de comunicação e apresentação. O curso já levava uma boa hora depois do seu início, quando, numa parte importante e interessante, uma rapariga irrompe sala adentro sem fôlego. Resulta que a rapariga também era uma das alunas do curso e acabava de chegar tarde.
Seria de esperar que o professor a ignorasse, como é comum, e continuasse o seu discurso, enquanto tal rapariga se incorporava na formação, da melhor forma que podia. Porém, tal não foi o que sucedeu.
O professor (ou formador), vendo a rapariga entrar na sala, parou o seu discurso, sorriu na direcção da aluna recém-chegada, cumprimentou-a dando-lhe os bons días e, sem uma ponta de sarcasmo, disse-lhe:

- Vejo que não foi fácil chegar… Porque não toma tranquilamente um café primeiro e logo começamos?

A rapariga, agradecida, acatou a sugestão e foi buscar um café, que tomou tranquilamente antes de se reincorporar na formação.

Esta é a história. É só isto. 

Conseguem fazer ideia do impacto positivo que teve a atitude do professor perante o atraso da rapariga; o que significou o respeito demonstrado? 
Agora façamos o exercício contrário: conseguem imaginar qual teria sido o impacto de uma atitude depreciativa por parte do professor em relação áquele atraso, não apenas para a rapariga, mas para toda a sua audiência?

Por hoje é tudo, meus amigos. Pensem apenas nisto: qual o valor da empatía? 

Quantos problemas realmente resolveríamos se pensássemos nas motivações dos demais, para entender determinado comportamento ou atitude. Quantos problemas resolveríamos se quisessemos de facto entender quem temos em frente e não defender-nos ou contra-atacar!

Tenham uma boa noite.







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