O preço dos sonhos


Hoje vou-vos falar da coisa mais aborrecida que tenho feito nos últimos tempos. E é exatamente: poupar dinheiro.
Sim, poupar dinheiro é mesmo muito, muito chato, especialmente se se tinha o costume, como é o caso, de ir às compras para desanuviar, alegrar o dia, etc.
Considero que tenho feito progressos importantes no que toca à gestão do meu património – progressos esses que partilharei convosco porque, vai-se lá saber, pode ser que vos ajude também e no caso de estarem também a efetuar um esforço de poupança, ficam a saber que não estão sozinhos.
Até há bem pouco tempo, poupar dinheiro era coisa que não me preocupava de todo. Ia vivendo o meu dia a dia, geria o que tinha como bem podia e sem me preocupar muito, e por falta de cuidado e diria até má gestão (ou falta dela), acabei por gastar muito dinheiro estupidamente.
Até que chega um dia em que nos perguntamos: para que serve trabalhar tanto? Para simplesmente consumir a nosso bel-prazer, sem qualquer regra?
Ou simplesmente começamos a vislumbrar aquele sonho que nos vais custar um pouco mais, para o qual necessitamos não apenas força, foco, trabalho, mas também dinheiro. E assim foi comigo.
As minhas finanças têm vindo a melhorar. Mas juntar custa, oh se custa!
A seguir detalho alguns dos passos que me permitiram, já no mês passado, poupar cerca de 20% dos meus ingressos – o que para uma pessoa que poupava ocasionalmente e muito pouco, representa importantes progresos.
1.       Primeiro que tudo, há que elaborar um orçamento mensal. É importante saber quanto entra e quanto sai. Parece bastante básico, mas nem sempre foi claro para mim: às vezes o dinheiro simplesmente evaporava-se da minha conta e eu não controlava.
Para este fim, construí uma tabela em Excel, com os ingressos e os diversos gastos, separando-os em gastos fixos e variáveis. (Caso haja interesse, posso partilhar a dita folha Excel). É lógico que em cada mês há imprevistos e desvios ao orçamento, mas termos uma ideia de como estamos antes de iniciar o próprio mês em causa e de como vamos terminar o mês em termos financeiros, é crucial.
Para os aficionados dos telemóveis, devo dizer que já há aplicações (como o Fintonic, por exemplo) que ajudam a monitorizar gastos e a fazer um controlo de despesas mensais, permitindo uma análise comparativa dos mesmos ao longo do tempo.

2.       Minimizar as idas ao Shopping e potenciais centros de consumo.
Este passo é crucial também. Se estamos a fazer um esforço consciente por emagrecer, porquê ter doces à mão ou em casa? A lógica é a mesma, meus amigos. Já sei que até pode saber bem ir ao Shopping ver caras novas e movimento, mas lembrem-se que nestes centros de comércio, absolutamente tudo, é estudado para que deixemos lá os nossos preciosos euros, ganhos com tanto esforço.

3.       Pensar antes de comprar.
Comprar pode ser um ato impulsivo ou até mesmo um vício. No meu caso, confirmo que assim era. Há uns tempos a esta parte, comecei a listar num caderno tudo aquilo que quero comprar. Posso dizer-vos que a minha lista de desejos de compra ultrapassa as três páginas! Imaginem o dinheiro envolvido! O meu conselho: não comprem imediatamente. Façam uma lista, vejam outras opções mais baratas, priorizem. Se realmente quiserem comprar o objeto de desejo, comprem. Mas pensem em perspetiva, pensem no todo. Afinal de contas, “grão a grão enche a galinha o papo” e pouco a pouco podem ter o dinheiro necessário para aquela coisa que realmente querem mas que pode levar mais tempo/investimento, para ser conseguida.
4.       Evitar duplicação.
Com evitar duplicação quero referir-me a, por exemplo, se temos um creme de cara a uso, para quê comprar outro, antes de terminar o que temos a uso, quando estas coisas inclusivamente têm datas de caducidade? Eu estou num esforço por reduzir stocks de tudo um pouco, pelo que estabeleci uma regra: por cada 3 perfumes terminados, tenho direito a comprar um. O mesmo com cremes e afins.

5.    Por último mas não menos importante: dediquemos algum tempo a procurar outros prazeres além do consumismo! Eu tenho dedicado o meu tempo livre a ler, fotografar, escrever, nadar… Mas aqui cada um terá de descobrir o seu próprio caminho! Na realidade, é um caminho de autodescoberta, uma viagem ao nosso interior e portanto será fascinante!

E por hoje é tudo! Se gostaram do tópico, não deixem de comentar, pois eu estarei encantada de escrever outro post sobre o assunto, com outras 5 dicas, que entendo, podem ser preciosas.

Comentários

  1. É mesmo isto….eu, desde que tive uma fase "menos boa", passei a ser bem mais "racional". E atenção, pois eu já achava que o era… ah ah ….é fundamental apontar o que se gasta, apontar o que se ganha, controlar muito bem a "despensa" (para evitar a tal duplicação)...e, aqui em casa, que temos um objetivo para cumprir em 2019, que envolve termos que ter algum dinheiro, criámos uma "tabela de preços" para algumas tarefas/atividades que quando se fazem em casa, implicam uma "poupança" e esse valor vai para o mealheiro. Confesso que já juntámos bem mais doque se poderia imaginar (ex: beber café em casa, fazer os iogurtes, fazer snacks para os lanches para levar para a escola/trabalho, etc etc). Um beijinho e Obrigada pelas lindas palavras que se leem neste espaço. Bj

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    1. Fantástico Carla!, vejo que também tem feito bons progressos nesta matéria, pelo que lhe dou os meus parabéns por todas as iniciativas comentadas! Sei por experiência que nem sempre é fácil!
      Um grande beijinho e muito obrigada por ter deixado o seu comentario e por me acompanhar aquí na Paleta de Muitas Cores!

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