Lançamento do livro: "Todos os Dias", de Ana Rita Rocha

Sou uma pessoa de natureza nostálgica. Às vezes, tenho saudades até de passados que doeram. Quiçá, porque tenho esta estranha mania de sonhar passados, que se formos bem a ver, poucas vezes  foram assim, tal como eu os sonho...

Em Maio de este ano, vivi um dos momentos mais significativos da minha vida. O livro, cujas linhas teci no tear da minha imaginação e da minha vida durante sete dolorosos anos, viu finalmente a luz e tornou-se uma realidade.

Escrever um livro é muitas vezes caminhar e caminhar, às apalpadelas, num túnel onde não vislumbramos a luz. E é ficar aí durante muito tempo... Às vezes, demasiado tempo. Mas a emoção de poder escrever a palavra "FIM" é algo que nunca se esquece!

Hoje, este livro, já voou; já não é meu. E o dia em que o apresentei ao mundo, em meados de Maio deste ano, será um dia que para sempre permanecerá na minha memória. Direi que poucos são os días que a esse se assemelham em beleza e significado, na minha relativamente longa vida.

Com este dia, sonharei até ao fim dos meus dias. 
Tenho 37 anos. Não tive nenhum filho. Não me casei. Não sou rica e tenho uma saúde precária. 
Mas já morri umas quantas vezes e renasci outras tantas. E pari um livro.
Como diría Vanessa Monfort, autora do último livro que li ("O sonho da Crisálida"): depois de tudo isto, como poderia eu não acreditar em mim?





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